Governança de privacidade
Quando falamos em implementar um programa de privacidade, governança é o ponto de partida. Sem uma estrutura clara de papéis, responsabilidades e processos, qualquer iniciativa corre o risco de se tornar superficial.
O que significa ter governança de privacidade na prática?
Significa que a organização sabe quem é responsável pelo quê. Que existe um Encarregado de Proteção de Dados, o famoso DPO, com acesso direto à alta liderança. Que há um time ou escritório de privacidade funcionando com processos definidos. E que KPIs são monitorados para que a gestão acompanhe os resultados.
A LGPD, em seu artigo 50, já trata da importância de um programa de governança em privacidade, elencando critérios que as organizações devem observar. A ANPD, por sua vez, publicou guias específicos sobre o tema, reforçando a necessidade de documentação e demonstração de conformidade.
Um detalhe que é muito importante e faz diferença: a governança precisa ser comunicada! Não basta criar estruturas internas se as pessoas da organização não sabem que elas existem e como se conectam a elas.
A governança de privacidade que funciona não é burocracia. É o que permite que a proteção de dados seja tratada com a seriedade que ela merece, em todos os níveis da empresa.
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