Passamos o dia dentro de um navegador e quase nunca pensamos em quem está por trás dele. Uma análise do canal All Things Secured trouxe pontos que valem a reflexão.
Existem dezenas de navegadores, mas quase todos rodam sobre três motores: Chromium (Google), Gecko (Mozilla) e WebKit (Apple). No iPhone, praticamente todos são WebKit por baixo, só muda a embalagem. Isso não significa que todo navegador baseado em Chromium entrega seus dados ao Google, já que várias versões removem a telemetria e os serviços da empresa.
O modelo de negócio também é pouco intuitivo. O navegador gratuito raramente vende seus dados de forma direta. Ele te prende a um ecossistema, como fazem Chrome e Edge, ou vive de acordos de buscador padrão. Cerca de 85% da receita da Mozilla vem daí. Nenhum navegador existe sem incentivos, o ponto é saber se eles estão alinhados com os seus.
O que mais me preocupa são os navegadores com IA. Quando o assistente lê páginas e age por você, muito do que ficava no seu computador passa a ser processado fora dele, com pouca clareza sobre retenção e uso para treinamento de modelos.
Trocar de navegador é uma das melhorias de privacidade mais baratas que existem. Para quem quer comparar com critério, o privacytests.org é uma boa referência, porque testa os principais navegadores contra rastreamento, fingerprinting e outras técnicas de coleta, com resultados abertos e atualizados.