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	<title>Rafael Capitão — #reflexao</title>
	<subtitle>Um blog construído com Eleventy (11ty)</subtitle>
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	<updated>2026-06-01T13:46:00Z</updated>
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	<author>
		<name>Rafael Capitão</name>
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		<title>O celular rouba o silêncio</title>
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		<updated>2025-12-23T02:51:00Z</updated>
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		<content type="html">&lt;p&gt;Hoje, durante o intervalo de descanso entre uma série na academia, olhei ao redor e percebi algo curioso: muitas pessoas estavam no telefone. Resolvi contar rapidamente e cheguei a 25. Havia mais, mas não quis me alongar, porque já era hora de retomar o treino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É impressionante como isso virou um padrão, quase uma contaminação silenciosa. Onde quer que você vá, há sempre olhos fixos naquela pequena tela. Como descreve Catherine Price em Celular: Como dar um tempo, os aparelhos se transformaram em uma espécie de “slot machine” portátil, projetados para prender nossa atenção, gerar pequenas recompensas e nos manter conectados sem perceber.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas, será que precisamos estar conectados a todo instante? No intervalo de uma série, no meio de uma conversa ou até nos momentos de descanso, a tela vira nossa primeira opção. É como se não suportássemos o silêncio ou a pausa. No fundo, isso rouba algo essencial: o tempo de qualidade. Seja nos exercícios, com a família ou entre amigos, acabamos deixando de estar verdadeiramente presentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Talvez o maior desafio não seja “largar o celular”, mas recuperar o controle da nossa atenção. Afinal, se não protegermos nossos momentos, sempre haverá uma notificação pronta para roubá-los.&lt;/p&gt;
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